Paraná intensifica atenção à brucelose no Estado

SESA lançou o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância em Saúde para Brucelose Humana, doença transmitida por animais infectados e leite e derivados não pasteurizados. O evento, realizado em 2 de maio, reuniu profissionais das 22 Regionais de Saúde do Estado, representantes de municípios e outras instituições envolvidas. Além de conhecer o novo documento, os participantes passaram por uma capacitação voltada aos cuidados e à vigilância da doença no Paraná.

O aumento no número de casos de brucelose impulsionou a criação de um grupo de trabalho para traçar planos de enfrentamento da doença. “A brucelose é uma zoonose relevante na área de saúde pública e saúde do trabalhador. Essa doença deve receber a devida atenção para que possamos reduzir cada vez mais sua presença no Estado”, conta o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

Transmitida principalmente por animais do campo, a brucelose pode ocorrer, principalmente, com trabalhadores rurais, de frigoríficos e veterinários. “O Paraná é um Estado agrícola, com economia fortemente baseada no trabalho do campo. Vem, então, a importância de nos preocuparmos com a saúde desses profissionais”, comenta o diretor da Agência de Defesa Agropecuária, Adriano Riesemberg.

De acordo com a gerente de Unidade de Vigilância de Doenças Transmitidas por Água e Alimentos do Ministério da Saúde, Rejane Maria de Souza Alves, esse trabalho é pioneiro no Brasil. “É de extrema importância integrar a vigilância de doenças de transmissão alimentar com doenças relacionadas à saúde do trabalhador. Isso nunca foi feito antes no país”, afirma.

Dentre as estratégias definidas pelo Grupo de Trabalho, criou-se o Protocolo. “Com o documento, vamos trabalhar de forma integrada, uniformizar os procedimentos realizados e teremos diretrizes estabelecidas para atender à demanda para identificação e tratamento da brucelose no Paraná”, diz a coordenadora da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações, Tânia Portella. Todo o trabalho foi construído em parceria com o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

DOENÇA – A brucelose é causada por uma bactéria e transmitida ao homem através do contato com bovinos, caprinos, suínos ou cães infectados e suas secreções. Ela também pode estar presente no leite e outros produtos de origem láctea não-pasteurizados. Os sintomas mais frequentes são fraqueza, náuseas, vômitos, dores de cabeça, suor excessivo, calafrios, emagrecimento, entre outros. Alguns pacientes também podem apresentar dores musculares, dores na região lombar e nas articulações do corpo.

“Para reduzir a mortalidade da doença, a brucelose deve ser notificada desde o momento da investigação do caso. Ele será enquadrado como suspeito, confirmado ou descartado, após o recebimento do resultado dos exames”, explica Tânia. Segundo ela, a doença tem cura e o tempo de tratamento depende do estágio da doença. Os medicamentos são fornecidos pela Secretaria Estadual da Saúde.

Fonte: SESA PR, em 3 março 2016